“Monge Guerreiro”, de Romulo Felippe, é eleito o livro do ano

Cinco anos de uma rica pesquisa sobre a Idade Média, cerca de 50 castelos, vilarejos e fortalezas e 12 países visitados, uma mistura de história e ficção: essa é a receita que levou a obra “Monge Guerreiro”, do jornalista capixaba Romulo Felippe, a ser escolhida como o melhor livro nacional em 2017 em uma enquete na internet realizada pelo grupo Acervo do Leitor/ Reino dos Livros, que reúne mais de 50 mil leitores e é considerado o maior da América Latina.

A primeira edição, produzida de forma independente, foi lançada no final de 2016, com 442 páginas, e está esgotada.

“Ter começado 2018 com um reconhecimento desses, que considero o mais importante prêmio de literatura fantástica do Brasil, pela importância do grupo, sem dúvida alguma é um combustível para começar com os novos projetos este ano”, comemora o capixaba.

Projeto para ele é o que não falta. Romulo, natural de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, acaba de assinar um contrato de cinco anos com a editora paulista Cavaleiro Negro, que publica best-sellers do gênero da Fantasia. Pela editora, “Monge Guerreiro”, primeiro livro do autor, vai ganhar em abril uma nova edição, ampliada e revisada, com capa dura e acabamento de luxo – a obra agora chegará às livrarias de todo o Brasil e também cruzará oceanos até a Europa.

O autor assinou com a editora italiana Newton Comptom Editori e agora está em busca de um selo literário para lançar seu livro nos mercados inglês e americano.

“A gente precisa mostrar que os livros nacionais são tão bons ou até melhores que as obras estrangeiras. Não deixamos nada a dever. E não falo por mim não, falo pelo conjunto, por todos os autores brasileiros”, defende.

Jornalista do ramo automotivo, Romulo aproveitou as viagens que fazia para acompanhar os lançamentos de carros no continente europeu para pesquisar a cultura medieval. Ele passou por mais de 50 castelos, fortalezas e vilarejos em 12 países, como Itália, França, Alemanha e Áustria.

“Acredito que tenha rodado 14 mil quilômetros de carro na pesquisa de campo. Quando ia a trabalho, sempre estendia a minha estadia na Europa por conta própria para sentir como era no período medieval. Sempre exerci um fascínio pela Idade Média, desde pequeno”, conta Romulo.

O premiado livro conta a jornada dos cavaleiros templários que fizeram ,em princípios do século XIII, o transporte das relíquias sagradas. Tanta riqueza de detalhes resultou em uma obra que reúne mais de 80 personagens e vários núcleos como Jerusalém, Constantinopla , Grécia e Itália.

Esse encanto pela Idade Média leva o autor a entrar de cabeça em outro projeto. Romulo vai iniciar em breve a escrita do romance medieval “O Ressoar do Trovão”, que vai se passar na Itália no século XII. Também estão nos planos do jornalista o romance com viés dramático “O Farol e a Tempestade” e um livro infantil ambientado na França no século XIII, chamado “Reino dos Morcegos”, que devem ser lançados no segundo semestre de 2018.

Fonte: Gazeta Online
Foto: Acervo Pessoal/Romulo Felipe

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