Resenha: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury – Por Fephs Lima

Por Fephs Lima

Sinopse: 

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.

Como já previsto para uma distopia, Fahrenheit 451 se passa em um período futurista, com a tecnologia mais desenvolvida. Quem nos mostra este mundo é Guy Montag, um bombeiro de aproximadamente 30 anos. A profissão de bombeiro não é usual como da nossa realidade, contém uma nova função. Por conta da tecnologia, as casas têm revestimento que lhe protegem de incêndios acidentais. Agora, o trabalho de Montag é queimar casas que escondem livros, já que se tornaram aquisições proibidas.

A sociedade tem como base a felicidade. Há a preocupação que todos os cidadãos sejam mais felizes possíveis. Como livros trazem ideias, opiniões e mostram o passado aterrorizante da história, eles se tornaram alvos de alegações de infelicidade. Tudo o que os livros expressam não vão de acordo com o que todos concordam, causando diferenças e brigas constante por ideologias. Para evitar todo esse tipo de situações conturbadas, foi fundada novas regras para os bombeiros, exigindo que eles queimem as casas que escondam livros e extinguindo a presença da literatura.

Montag, enquanto voltava para sua casa após o trabalho, conheceu a sua vizinha Clarisse McClellan, uma jovem de 17 anos que parece sempre ter assuntos aleatórios e um jeito mais excêntrico de ver as coisas. Durante uma conversa com Clarisse, Montag descobre que nem sempre o trabalho dos bombeiros era de queimar os livros, e sim, de apagar incêndios que viessem a ocorrer.

A jovem, mesmo parecendo não bater muito bem da cabeça, consegue fazer o nosso protagonista meditar em diferentes questões: Como decidiu ser bombeiro? Por que ele gosta dessa profissão? Ele está apaixonado pela sua esposa? Ele é feliz?

Dia depois, Montag descobre a morte de Clarisse, que fora atropelada e, consequentemente, sua família se mudou. Entretanto, as frequentes reflexões de Montag não mudaram.

Durante uma denúncia, quando fora queimar a casa de uma senhora, Guy notou a  intensa vontade da mulher de tentar salvar as obras, não os abandonando na casa que colocaram fogo, se suicidando no incêndio. Aquilo despertou ainda mais a curiosidade de Montag em tentar entender o que realmente há nos livros que causou essa morte. Por isso, decidiu pegar escondido uma bíblia, um dos livros mais discriminado (de certa forma até discreta) no livro.

Entretanto, esse não era o primeiro livro escondido de Montag. Ele colecionara cerca de 20 obras em seu tubo de ventilação do ar condicionado. Decidido a tentar entender mais o que há de tão precioso nos livros, Montag recorre a Faber, um senhor que conhecera em um parque que, por ser um ex-professor que fora destituído do seu cargo, poderia lhe auxiliar nessa missão.

A primeiro momento, senti um cansaço em começar a obra, o que já acho normal quando se trata de um livro distópico que necessita de mais trabalho detalhista para lhe situar no enredo da obra. Entretanto, assim que consegui me sentir um pouco mais bem localizado à história, a leitura fluiu. Obviamente que, por se tratar de um livro futurista, muitas tecnologias do qual o autor tenta descrever a gente não consegue entender 100%, o que dificulta muito, podendo comprometer o enredo.

Além disso, para um livro publicado em 1953, a gente tem que lidar com uma linguagem um pouco mais complicada, mas nada que comprometa a fluidez. Algumas das opiniões que ouvi do livro foi que o final é corrido, que contém uma escrita confusa e  contém uma certa complexidade (participantes do Arena no Whatsapp). Essas justificativas explicam porquê o livro não alcança a nota máxima de leitura.

luisa-mell-mostra-a-capa-de-seu-livro-1516657666446_v2_450x450 (2)Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul
Lançamento: 1953
Páginas: 215

Nota: 4/5   4 lestrelas

Preço mínimo: R$ 21,90 (Saraiva)

 

Foto: Divulgação

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