Resenha: A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo – Por Paula Ramos

Por Paula Ramos

Sinopse

A moreninha é um dos principais romances brasileiros e seu autor, ao lado de Manuel Antonio de Almeida, José de Alencar, Machado de Assis, Aluísio Azevedo e outros (poucos) é um dos mais importantes autores da língua portuguesa. Este livro, centrado no romance entre Augusto e Carolina, é um dos pilares de nossa literatura. Numa época onde a cultura era totalmente voltada para a Europa, A moreninha é uma das primeiras e magníficas tentativas de fazer literatura brasileira, observando usos e costumes do Brasil do Segundo Império, retratando o cotidiano da vida brasileira em meados do século passado. Joaquim Manuel de Macedo (1820-1881) era médico, mas jamais exerceu a profissão, tendo dedicado sua vida à literatura, à imprensa e ao teatro.

Será que um boêmio se apaixonaria realmente por uma menina travessa de apenas 14 anos?

A Moreninha é romance considerado clássico pelo tempo em que foi publicado – 1844. É considerado o primeiro romance tipicamente brasileiro, trazendo uma inovação para o Brasil, criada por Joaquim Manoel de Macedo.

O universitário Filipe convidou os seus amigos Augusto, Leopoldo e Fabrício para passarem o feriado de Sant’Ana na casa da sua avó, Ana, que mora em uma ilha. Todos aceitaram na mesma hora. Entre muitas conversas, Augusto, o mais boêmio dos amigos, dizia que não era capaz de se apaixonar por ninguém. Então Filipe fez um acordo com seu amigo que constava que se Augusto se apaixonasse neste feriado iria escrever um livro relatando por quem se apaixonou. Caso contrário, Filipe escreveria o livro discorrendo das aventuras de Augusto na ilha.

Ao chegarem na ilha, Augusto foi apresentado a dona Ana e a irmã mais nova de Filipe, Carolina de 14 anos – menina travessa, morena dos cabelos encaracolados. Depois desse encontro, a vida de Augusto e de Carolina iria mudar.

Para mim, a moreninha é o melhor clássico de todo o mundo pelo simples fato de realçar a questão do preconceito. Não aquela racial ou social, mas aquele em que você conhece a pessoa e a julga sem saber realmente como ela é de verdade. Augusto julga a Carolina e é perceptível a mudança de seus julgamentos a partir de uma conversa com Leopoldo, onde seu amigo pergunta sobre o que ele acha da Carolina.

Há um grande mistério na ilha. Algo mágico nela e uma mistério por trás disso, o que torna a história mais interessante. Um fator que deve ser mencionado é o amor platônico que fez um dos personagens ficar doente por querer ficar trancado no quarto e não comer.

Por ser escrito há tantos anos, o livro conta com a presença de um vocabulário bem diferente do nosso atual. Isto faz com que os leitores curiosos, como eu, pesquisem seus significados e ampliem seu conhecimento. Admiro também que esta obra não tem um vilão, a não ser a própria personalidade de Augusto, que não quer deixar de lado a vida boêmia e, consequentemente, se apaixone, deixando o romance dele e de Carolina mais difícil.

12xp-catperson-master768-v2A Moreninha – Joaquim Manuel de Macedo
Editora: Variada
Lançamento: 1844
Páginas:40

Nota: 5/5    5 estrelas

Prelo mínimo: R$ 12,99 (Americanas)

Foto: Divulgação

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