Resenha: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry – Por Victória Carollina

Sinopse:

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Antoine de Saint-Exupéry foi um escritor e piloto francês que ficou mundialmente conhecido pela sua obra “O Pequeno Príncipe”, escrita em 1943. O autor também escreveu outros romances destinados ao público adulto, contudo sua obra de maior destaque foi um livro escrito para crianças.

Engana-se, porém, o leitor que pensa que, por ser um livro infantil, não deve ser lido por um adulto. O Pequeno Príncipe é uma obra extremamente rica em mensagens e ensinamentos, e a cada página o leitor é conduzido a refletir sobre questões como: a amizade, a vida, o amor, os valores do ser humano, etc.

O livro começa com o narrador contando sobre sua infância, quando começou a fazer seus primeiros desenhos — uma jiboia engolindo um elefante — e fora totalmente desencorajado pelos adultos que não entendiam sua arte — achavam que era um chapéu, sendo aconselhado a deixar seus rabiscos de lado e se dedicar a outras coisas mais importantes, como o estudo. Então ele cresceu e se tornou piloto de avião.

“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, ficar toda hora explicando…”

É em uma de suas viagens que o narrador conhece o Pequeno Príncipe. Após seu avião sofrer uma pane, o piloto se vê obrigado a realizar um pouso de emergência no meio do deserto do Saara. Na manhã seguinte, ao acordar, o narrador é surpreendido ao ouvir um menino inocente de cabelos dourados lhe pedir para desenhar um carneiro.

“Quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer.”

Não tardou para que os dois formassem um laço de amizade. Ao passar dos dias, perdidos em algum lugar no meio do deserto, o principezinho conta ao piloto sobre sua vida: o seu pequeno planeta de origem — que era um pouco maior que ele e composto apenas por alguns vulcões e sua rosa. Além disso, conta sobre sua trajetória até chegar a Terra, suas paradas em outros planetas e seus encontros com seres muito curiosos.

“Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.”

O desfecho do livro é bastante comovente, e nos deixa em um grande estado de reflexão. É impossível não ler O Pequeno Príncipe sem aprender uma lição sobre a vida, ser tocado pelos ensinamentos que o autor transmite e, claro, sem guardar no coração essa obra que marcará para sempre a vida de quem o leu.

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

25026201_144005466319389_6202650266890665984_nO Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Diversos
Lançamento: 1943
Páginas: 93 (Editora Agir)

Nota: 5/5   5 estrelas

Preço mínimo: R$ 7,92 (Submarino)

 

Foto:  Divulgação

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