Resenha: Frankenstein, de Mary Shelley – Por Thita Barcelos

Por Thita Barcelos

Sinopse

Duzentos anos após sua criação, Frankenstein continua vivo – e mais atual do que nunca. Conheça a história original, com toda a sensibilidade e o terror que o cinema nunca conseguiu mostrar. Um cientista obcecado que desafia as leis da natureza e põe em risco a vida daqueles que ama. Uma criatura quase humana que deseja ser um de nós, mas só encontra medo, ódio e morte pelo caminho. A obra-prima de Mary Shelley que deu origem ao terror moderno está de volta: capa dura, tradução primorosa, ilustrações inéditas do artista brasileiro Pedro Franz, além de quatro contos extras que versam sobre o mesmo tema do romance. Impresso em duas cores: preto e sangue. “Frankenstein” é um dos primeiros títulos da coleção Medo Clássico da DarkSide Books, sempre com texto integral, extras, notas e ilustrações exclusivas de renomados artistas brasileiros, em um projeto feito de fã para fã por quem ama e reverencia os grandes mestres da escuridão.

Frankenstein é um livro de Mary Shelley. O enredo saiu a partir de uma proposta feita por Lord Bayron em uma reunião de amigos, na qual todos ficaram presos em sua casa e então surgiu a ideia de que cada um escrevesse uma história de terror. Ela estava com 18 anos e nesse momento escreveu a primeira edição de Frankenstein, mas não houve muito sucesso quando apresentou aos amigos. Após algumas modificações, ela lançou novamente em um dia de Halloween. Ela utilizou as discussões presentes na época para integrar seu livro, como corrente elétrica de Benjamin Franklin, bem como outras discussões do período.

Frankenstein é também conhecido por O Prometeu moderno, relacionado ao mito grego sobre o titã Prometeu que enganou e roubou o fogo dos deuses. Ao ser descoberto, foi castigado, sendo amarrado em uma pedra e destinado a que todos os dias uma águia se alimentasse de seu fígado, que se  regenera, tornando aquilo a sua rotina.

Frankenstein na verdade não é o nome do “monstro”, mas sim o de seu criador Victor Frankenstein, um amante da ciência que queria conhecer os mistérios da vida e, dessa forma, ter poder sobre ela. Então ele inicia uma pesquisa para aprender a dar vida a aquilo que não tinha mais.

Inicialmente no livro, são apresentadas cartas do capitão Robert Walton à sua irmã, explicando tudo o que acontecia e, inclusive, o dia que viu uma criatura com aspectos humanóides. Além disso, relatou sobre o momento em que encontrara Victor em um pedaço de gelo flutuando próximo ao navio junto com um trenó. Foi nesse momento que Victor pede ao capitão que não compartilhe suas loucuras, indo contra a natureza, pois seus atos o levaram ao seu estado deplorável.

“— Pode perceber, capitão Walton, que sofri inúmeras desgraças. Tinha decidido que a lembrança desses males iria morrer comigo; mas você me cativou a ponto de fazer-me alterar essa determinação. Tal como fiz outrora, você busca conhecimento e sabedoria; e espero que a satisfação desses desejos não venha a tornar-se uma serpente que lhe inocule seu veneno, como a mim sucedeu. Não creio que o simples relato de meus infortúnios lhe possa ser de alguma utilidade, mas quando reflito que está seguindo o mesmo rumo, expondo-se aos mesmos perigos que me tornaram o que sou, imagino que possa tirar algum proveito moral da minha história; e isso poderá constituir uma ajuda, para orientá-lo em caso de êxito, ou para consolá-lo se fracassar. Prepare-se para ouvir o relato de acontecimentos que normalmente poderiam ser considerados fantásticos. Estivéssemos em outro ambiente, como o que em outras.”

Após as cartas de Walton, iniciasse o primeiro capitulo, em que vai mostrar o inicio da história de Victor e suas pesquisas, nas quais se aventurou por muitos meios para conseguir o que queria, que era a descoberta dos mistérios da vida. Contudo, não era tão simples. Ele passou então a montar um corpo, aquele que ele daria vida e mostraria que sua teoria estava certa, que era possível dar a vida as coisas. Victor criou uma criatura que tinha partes de vários outros humanos que não estavam mais vivos, era uma criatura grande, remendada, pedaços e mais pedaços de outros seres humanos. Por fim, Victor Frankenstein conseguiu seu grande feito, deu a vida a algo, mas sua criação era feia, grotesca, soltava grunhidos, um verdadeiro monstro (que chamará de Demônio) então logo em seu nascimento o monstro foi rejeitado por aquele que o criou.

Rousseau dizia que o Homem nasce puro, como uma folha em branco, e que a sociedade o corrompe, faz marcas em sua folha. O “monstro” logo em seu nascimento teve sua marca, ele sentiu a rejeição daquele que seria seu pai e então, no instinto animal, irracional, fugiu.

O livro mostra a evolução da personagem, na qual só foi chamada de monstro, mas não teve um nome seu, o nome que foi lhe dado, foi aquele de quem o rejeitou, Frankenstein.

A história de Frankenstein, é o principal exemplo de como as ações negativas podem geral em alguém. O “monstro”, só queria ser amado por aquele que seria seu pai, mas nunca pode, seu criador o abominou, não o ensinou nada, somente odiou seu próprio trabalho.

Aos poucos, Frankenstein, passa a ter racionalidade, ele vai aprendendo cada vez mais rápido, mas no mesmo ritmo que aprende, ele também é excluído, as pessoas tem medo dele, mas ele só queria amigos, ele não queria viver sozinho, ele queria companhia.

O livro de Mary Shelley é cheio de criticas, como a sociedade que somente sabe julgar os outros pela aparecia. Frankestein era apenas uma criatura que não conhecia nada da vida e estava em busca da sua felicidade e amor que lhe fora negada desde o momento em que nasceu. Mary também critica a obsessão de muitas pessoas, cientistas que buscam resposta das coisas que não estão e não deve estar em suas mãos, como o controle na vida.

A dureza da vida, a rejeição, a maldade transforma as pessoas que são vitimas disso, e o principal exemplo foi o meu querido “monstro” Frankenstein. Acredito que talvez ele tivesse tido amor, se possivelmente ele tivesse sido aceito na sociedade, tudo teria sido diferente, ele não teria cometido tantas atrocidades das quais foi capaz de fazer, já que tudo que ele viveu lhe ensinou a ser assim e a fazer as coisas daquela forma. Acredito que a presença de alguém que lhe entendesse mudaria tudo, quando ele se sente sozinho, ele queria que Victor lhe desse uma sustentação, pois não era justo só existir ele da espécie dele, queria uma companhia, mas seu criador tinha medo, não queria outra daquela criatura no mundo, em que eles poderiam se reproduzir e criar mais ‘monstros’ perigosos, como o seu primogênito era.

125314767sz.jpgFrankenstein – por Mary Shelley
Editora: Variadas
Lançamento: 1818
Páginas: 240 (Nova Fronteira)

Nota: 5/5  5 estrelas

Menor Preço: R$ 22,31 (Submarino)

Foto: Divulgação

4 comentários em “Resenha: Frankenstein, de Mary Shelley – Por Thita Barcelos

  1. Informações são úteis, mas o texto é raso… parece que a autora se utilizou de um outro post sobre os 200 anos de Frankenstein sem dar créditos ao outro autor e construiu uma resenha muito superficial.

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  2. Conheci a versão americanizada e sensacionalista da história e mesmo assim me interessei, mas com certeza na versão original, muita coisa melhora e muito as minhas expectativas.
    Logo garantirei essa leitura.

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