Resenha: Jogador Número 1, de Ernest Cline – Por Fephs Lims

Por Fephs Lims

Sinopse: 

Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis.

Óculo VR conectado a um computador… Foi isso que me veio a mente quanto ao jogo ‘Oasis’ que é o cenário do livro ‘Jogador Número 1’, de Ernest Cline.

A obra se encaixa em um perfil mais distópica. Mas o que dizer de um livro que ao invés de ressaltar o futuro, ele ressalta o passado?

Deixa eu explicar melhor a obra para vocês…

James Halliday seria o nosso Steve Jobs. O cara milionário que criou todo um universo. Steve Jobs com a Apple. James Halliday com o GSS (Gregarious Simulation Systems), uma empresa de jogos onlines, mais focados nos RPG’s. James criou todo o seu império e teve o seu carro-chefe: Oasis.

Oasis foi uma principais novidades para a época, principalmente porque a sociedade passa por uma situação crítica econômica. Qual melhor forma de escapar de uma realidade triste e desesperadora? Indo para um realidade virtual, onde você tem uma outra vida, pode ser outra pessoa, pode tornar as coisas muito mais interessantes e, quem sabe, até mesmo ganhar dinheiro no jogo, já que tem a possibilidade de ter a sua própria loja virtual em um dos principais espaço tecnológicos da história.

Ok. RPG… Jogo… Fuga… Vemos isso no dia a dia com os nossos jovens – e até os não tão jovens com seus RPG’s atuais (alguém aí já capturou algum Pokémon lendário em Pokémon Go?).

Oks, esta é só a apresentação do jogo que movimenta a sociedade e que vai movimentar ainda mais após a morte de James Halliday, que deixou toda a sua herança para ninguém específico, já que não tinha filhos e nem família.

Portanto, o mestre dos Easter Eggs não podia ir e deixar sua herança boiando pelo tempo e por isso, preparou uma das mais desafiadoras caças que poderia atiçar a curiosidade e a ganância de toda uma era. Halliday preparou uma caça ao tesouro e o primeiro que chegasse ao fim dela, levaria a sua herança que estima em 240 bilhões de dólares (Onde posso começar a jogar?).

Depois de cinco anos sem ninguém conseguir encontrar pelo menos a primeira de três chaves, Wade, um pobre garoto de dezoito anos de Oklahoma, encontra a chave de bronze. E para deixar as coisas ainda mais difíceis, o placar online mostra para todo o mundo, inclusive para a imprensa, que Wade foi o primeiro a sair do zero em seu placar no concurso, agora nomeado ‘A Caça’.

Os desafios são intensos e como um cara que preza guardar spoilers, vou sugerir que apostem na leitura super agradável que tem a obra. Se você é daqueles que prefere estar ainda mais por dentro da história e se sentir mais próximo do protagonista, poderá se aventurar pesquisando todos os Easter Eggs que Ernest Cline traz no livro, já que, segundo a obra, James Halliday era fissurado pelos anos 80 e deixou toda a caça baseada em jogos, vídeos, filmes e jogos de sua década preferida.

Os mais velhos podem se aventurar relembrando referências do passado e se divertindo do modo como o autor os coloca na obra. Já os mais novos poderão facilmente se adentrar ao enredo, já que estão mais acostumados a cenários de jogos e as atuais tecnologia com as quais vivemos.

Não lembro de nada do livro que me irritou ou me desestimulou quanto a leitura. Juro que na verdade chegou até a ser surpreendente o modo como me apeguei a obra e, que agora, se tornou um objeto de  desejo para colocar em minha estante. Obrigado, Ernest Cline!

transferirJogador Número 1 – Ernest Cline
Editora: Leya
Lançamento: 2011
Páginas: 464

Nota: 5/5  5 estrelas

Preço mínimo: R$ 29,00 (Livraria Cultura)

 

Foto: Divulgação

 

3 comentários em “Resenha: Jogador Número 1, de Ernest Cline – Por Fephs Lims

  1. Eu já tinha ouvido algumas resenhas sobre a obra e confesso que de início a temática não tinha me atraído tanto (não sou muito fã de RPG), mas com o tempo e ouvindo tanta coisa boa, passei a pensar seriamente em iniciar está leitura.

    Curtido por 1 pessoa

      1. Obrigada pela indicação, vou adicionar a minha lista de leituras.
        Parabéns pela crítica.

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