Resenha: Cidades de Papel, de John Green – Por Vitoria Abdalla

Por Vitoria Abdalla

Sinopse: 

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola, Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido como outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Após ler “A Culpa é das Estrelas”, “Quem é você, Alasca?” e “O Teorema Katherine”, pude concluir que John Green gosta de histórias com personagens inteligentes, espertos e, talvez, um pouco misteriosos. Confesso que são as características que mais me atraem nos livros dele. Claro que com Cidades de Papel não foi diferente.

O livro conta a história da paixão platônica  de Quentin por sua vizinha e colega de escola Margô.

Os personagens dessa obra são incríveis. Não irei me prolongar muito a respeito deles, pois acredito que é preciso ler para conhecer cada detalhe das personalidades de cada um. Mas, posso deixar registrado que, sem sombra de dúvidas, assim como eu, você irá se apaixonar por cada um deles. Todos possuem presença marcante no decorrer do enredo e isso é o que mais prezo em relação a um personagem.

“Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros. “

A emoção começa quando Margô invade a janela do quarto de Quentin com a cara pintada e vestida de ninja, chamando-o para fazer parte de um plano de vingança. Durante toda a noite, Margô e Quentin passam por momentos impressionantes de aventuras. E, assim que um novo dia se inicia, Quentin descobre que Margô sumiu.

Acredito que a história ficou ainda mais envolvente e emocionante a partir do momento do sumiço de Margô. Lembro-me bem de que não conseguia parar de ler e sempre jurava baixinho: só mais um capítulo.

Esse livro é daqueles que nos dá vontade de fazer parte da história. Daqueles que nunca gostaríamos que acabasse e que deixam um vazio no final.

“É muito difícil ir embora – até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.”

A forma como o autor criou aquelas dicas sem noção e que fazem todo o sentido para que o Quentin pudesse chegar ao destino final, foi magnífica e surpreendente. O que mais gosto no desfecho dessa história é que foi um desfecho nada previsível. Não consigo imaginar uma forma melhor de finalizá-la.

O ponto mais positivo no livro foram as lições que o autor trouxe para os leitores. Posso dizer que minha visão de mundo mudou muito depois que li Cidades de Papel. É um livro de emoção, alegria e, principalmente, aprendizado.

“Você tem que se perder antes de se encontrar.”

42134617Cidades de Papel –  John Green
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2013
Páginas: 368

Nota: 5/5    5 estrelas

Preço mínimo: R$ 22,25 (Amazon)

 

Foto: Divulgação

 

12 comentários em “Resenha: Cidades de Papel, de John Green – Por Vitoria Abdalla

  1. Tenho esse livro a algum tempo, mas tenho uma história de amor e ódio com os livros do Tio Verde. Gostei de saber que o livro foge do desfecho previsível e ainda nos trás importantes lições, quem sabe eu de uma chance a ele e me renda a essa leitura, só espero gostar tanto quanto você.

    Curtir

  2. Sou perdidamente apaixonada por A Culpa é das Estrelas. É um dos meus livros preferidos da vida. Mas assim como aconteceu com o Nicholas Sparks (cujos únicos livros que li foram Um Amor para Recordar e Diário de uma Paixão) peguei trauma. Chorei tanto, mas tanto com A Culpa é das Estrelas que passei a ter medo de ler outros livros do autor.kkkkkkkkk… Esse é o motivo para até hoje não ter lido Cidades de Papel.

    Quero ler essa história, descobrir o que torna os personagens especiais, mas ainda tenho medo.

    Curtir

  3. EU gosto muito dos livros do John Green e o admiro muito como ser humano, mas este livro aqui me deixou com sentimentos estranhos. A protagonista me irritou fortemente e não gostei muito do final. Mas sigo amando o autor!!!
    Beijos

    Curtir

  4. Olá! As pessoas não entendem quando eu falo que não gosto dos livros do Green. Sei lá, eu não consigo me conectar a história de jeito nenhum. Não me prende. Pra mim elas são sempre meio parecidas, com personagens e tramas diferentes, porém tenho a mesma sensação de lições de moral, reflexões sobre isso ou aquilo.. Este eu não li ainda, mas não tenho vontade porque li ACEDE e Quem é você Alasca, e cansei demais. Quem sabe daqui há algum tempo.. Obrigada pela resenha.

    Curtir

  5. Oie!
    Eu não consigo gostar dos livros do John Green. Já li vários títulos do autor, mas nenhum deles me conquistou 😦
    É o tipo de história que não funciona comigo. Eu até tento ler e conferir, mas no final, acabo não curtindo nenhuma das leituras.
    Bjks!
    Histórias se Fim

    Curtir

  6. Olá, tudo bem?
    Eu li esse livro há uns dois anos, e ele é meu segundo favorito do John Green, só perdendo para Tartarugas até lá embaixo. Eu gostei do clima de aventura, depois que eles começam a procurar pela Margo, mas me encantei mesmo foi pela reflexão que John Green trouxe com a história. Como você, também mudei minha visão de mundo depois que concluí a leitura.
    Adorei conferir sua resenha e saber que você gostou tanto da leitura. Ótima indicação!
    Beijos!

    Curtir

  7. Esse foi o livro do autor que eu menos gostei. Os personagens não me cativaram por completo, e o final não me agradou muito. A história é boa, tem suas lições e tal, mas não achei tudo isso. rsrs
    Talvez eu tenha lido em um momento ruim, quem sabe eu não tente reler…
    beijos

    Curtir

  8. Olá,

    Esse é meu livro favorito do autor, mesmo não tendo gostado do final haha, as lições que esse livro trazem são incríveis, além disso gostei muito do que eles fizeram pela amiga, mostrando o valor que uma amizade verdadeira tem.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

    Curtir

  9. Uma coisa que quase apanho quando falo, e que não sou muito fã dos livros do Green. Li 3 obras do autor é o único que me chamou a atenção foi “A culpa das estrelas”. Cidades de papel foi o segundo que li, achei interessante, porém o final me deixou um pouco triste.

    Curtir

  10. Acho que essa é a primeira resenha elogiosa que leio desse livro. Tenho esse livro aqui em casa a vários anos, juntamente com o do teorema e a culpa é das estrelas, sendo que li apenas este último. O fato é que desde o princípio percebi um certo furor em torno das obras do John o que acabou despertando em mim expectativas muito altas e quando isso ocorre eu quase sempre me decepciono com a leitura, então optei por deixar passar e pegar para ler de forma despretensiosa, sem as influências externas, mas com o tempo acabei perdendo o interesse na obra e por isso ele segue aqui meio que abandonado na estante.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s