Resenha: Dom Casmurro, de Machado de Assis – Por Jaqueline Bertão

Por Jaqueline Bertão

Sinopse:

Dom Casmurro é, além de uma das obras brasileiras que mais representou a corrente do Realismo no País, uma das grandes obras de toda a literatura brasileira. Machado de Assis (1839-1908) retratou a cidade do Rio de Janeiro durante a metade do século XIX e criou o personagem Bentinho que, diante de seu gosto pelo isolamento, também era conhecido como Dom Casmurro. Aos seus 54 anos, decide escrever a história da sua vida, envolta por uma eterna controvérsia quanto a possível traição de sua esposa, Capitu. Nesta narrativa, Machado apresenta provas e contraprovas do possível adultério – ora influencia o leitor sobre ter havido a traição de Capitu, ora tenta inocentá-la. Assim, cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões.

Dom Casmurro, uma obra belíssima do autor Machado de Assis, que permeia em nossa sociedade até os dias de hoje.

Quem nunca leu, ou escutou a dúvida: Capitu traiu ou não traiu?

Portanto, saberemos mais um pouco sobre essa trama.

O livro narrado por Bentinho, um dos personagens, conta a história de sua vida. A trama começa com uma conversa entre Dona Glória e seu encarregado, José Dias. O mesmo diz estar preocupado com a proximidade do jovem da casa e a vizinha, Capitolina. No entanto, Bentinho estava atrás da porta e escutou José Dias referindo-se a Capitolina, dizendo que ela tinha os olhos como ressaca do mar, de cigana oblíqua e dissimulada.

“Mas a saudade é isto mesmo; é o passar e repassar das memórias antigas.”

Bentinho, filho de uma promessa, deveria exercer a função de padre, mas apaixonado por Capitu, sede ao amor e, junto com ela, tramam uma maneira de que ele possa se casar e viver ao lado dela.

Capitu, jovem apaixonada, não mede esforços, luta contra tudo e todos por causa desse amor, deixando de amar a si mesma e a ele.

“Dizem por ai, mas não tenho certeza, que meu sorriso fica mais feliz quando te vejo, dizem também que meus olhos brilham, dizem também que é amor, mas isso sim é certeza.”

Escobar, rapaz que dividia o seminário junto com Bentinho, casa-se com a melhor amiga de Capitu, formando assim um ciclo de amigos. Bentinho e Escobar passam trabalhar lado a lado, dividindo uma amizade grande e até mesmo amorosa.

Bentinho e Capitu tentavam ter um filho, e, depois de longos anos, nasce Ezequiel, o menino da discórdia.

“E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativas frustradas tentou até amar… Pois bem, não conseguiu, e aqui está.”

Ezequiel adquire uma característica muito engraçada, ele adora imitar as pessoas, e entre essas pessoas ele imita Escobar. Bentinho começa a criar alucinações, passa a olhar sua amada com outros olhos e desconfia até da paternidade de seu próprio filho.

“[…] Senti necessidade de lhe dizer uma palavra em que lhe ficasse o remorso da minha morte.”

Dom Casmurro, um romance difícil, cabuloso, porém maravilhoso. Lê! Te levará ao maior questionamento da sociedade, e você decidirá: Capitu traiu ou não Bentinho?

fe8414ab-4985-41f8-b6c2-c21e9ecd1e2e.jpgDom Casmurro – Machado de Assis
Editora: Diversas
Lançamento: 1899
Páginas: 304 (Nacional)

Nota: 4/5
⭐⭐⭐⭐

Preço mínimo: R$ 20,32 (Amazon)

 

 

Foto: Divulgação

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